O POWER METAL DE TIMO KOTIPELTO, DO STRATOVARIUS

quinta-feira, julho 25, 2013
Por Nanci Dainezi

Num grande caldeirão, misture pitadas de fantasia, viagens oníricas, teclados insanos, solos de guitarra, coro e vozes com ares épicos e acrescente uma boa dose de modernidade, com batidas pesadas e riffs clássicos. Assim você obterá Nemesis, o mais novo trabalho da banda finlandesa de power metal Stratovarius.

Com um nome que remete à mitologia grega ou ao espaço infinito, o 14º álbum de estúdio da banda está repleto de canções vibrantes e letras carregadas de positividade, uma marca já registrada do grupo e facilmente reconhecida por seus fãs.

Em entrevista exclusiva para o SaraivaConteúdo, o líder e vocalista do Stratovarius, Timo Kotipelto, explica o conceito geral do novo trabalho e fala também sobre os apreciadores do estilo power metal. “São pessoas que se alimentam das canções, que usam a música para renovar suas energias”, afirma.

Nemesis mantém as mensagens positivas nas letras, de modo semelhante aos trabalhos anteriores do Stratovarius?

Timo. Sim, tanto na sonoridade quanto nas letras. Como fazemos músicas que não são exatamente para dormir (risos), acredito que as canções que escolhemos para compor os álbuns são complementos perfeitos para a vida de quem gosta de power metal. Na sonoridade, elas trazem energia por conta dos hits pesados e solos de guitarra vigorosos, sempre presentes desde o primeiro álbum da banda e que continuam agora no Nemesis, acrescidos de uma técnica mais apurada, com elementos eletrônicos e a modernidade das batidas do novo baterista (Rolf Pilve), além das boas melodias, que sempre transmitem positividade.

Fale um pouco sobre o conceito geral do novo álbum e sobre as músicas que o compõem.

Timo. As letras das músicas do Nemesis foram escritas por cinco pessoas diferentes e, portanto, abordam assuntos diversos. Algumas letras têm interligação entre si e, de forma geral, trazem à tona temas como resistência, fantasia, luta, esperança e o modo como vemos a vida. Na faixa “Abandon”, que tem poderosos solos de guitarra, é contada a história de uma pessoa que surta e acaba fugindo dela mesma para sobreviver. Em “Stand My Ground”, que é bem potente, o assunto principal é a resistência de permanecer com as próprias opiniões e em não aceitar palpites alheios.


Já “Out Of The Fog”, também potente e agressiva, narra a saga de jovens soldados que marcham para a guerra, para o desconhecido, por ordem (ou ganância) de outros e não por suas próprias crenças, mas que mesmo assim são implacáveis e seguem seus caminhos. “Castles in the Air” e “Dragons” têm um certo ar épico, fantasioso, mas ao mesmo tempo incitam à ação para mudar uma situação negativa.

Você disse que algumas músicas deste novo álbum têm interligação entre si. Então, pode-se dizer que elas formam uma história completa de esperança, com Nemesis sendo a deusa da vingança ou justiça (da mitologia)?

Timo. De forma geral, não existe um conceito único para este álbum. Ele não conta apenas uma história, mas várias histórias separadas, que transmitem mensagens diferentes, mas sempre de positividade. Quanto à escolha do nome, embora alguns falem que Nemesis se refere à estrela companheira do Sol (da astronomia), para mim, e até também por conta da arte da capa; ela é a deusa que traz a justiça, fazendo com que os anjos punam com a morte as pessoas más que maltratam a mãe natureza, o que de certa maneira já está acontecendo na Terra com a aparição de catástrofes, furações, etc. Talvez a mensagem embutida nisso pudesse ser a de que deveríamos cuidar melhor de nosso planeta, coisa que não estamos fazendo tão bem ultimamente.


Como você define o público que curte o Stratovarius?

Timo. É uma boa pergunta. Sou mais apto a definir como são os vocalistas de power metal após um show (risos, simulando dor de garganta), mas de qualquer forma vou tentar. Eu acredito que o público que gosta desse estilo de som, que surgiu como uma vertente do heavy metal, não é do tipo deprimido, que sofre por amor ou fica chorando pelos cantos. São pessoas que se alimentam das canções, que usam a música para renovar suas energias, que vão a shows e saem cheios de entusiasmo, prontos para enfrentar mais uma semana de trabalho ou estudo, por exemplo. Alguns fãs, inclusive, já me falaram: “Suas melodias realmente me animaram”. É fantástico!

Com relação à receptividade, você sente alguma diferença entre os públicos dos países pelos quais passou?

Timo. De jeito nenhum. Em todos os países, os fãs nos recebem muito bem, de um modo vibrante, mesmo em lugares que nunca havíamos passado antes, como por exemplo o Paraguai, onde estivemos pouco antes de desembarcar no Brasil (confesso que tive de procurar no mapa onde exatamente ficava esse país, pois eu não conhecia), mas a receptividade foi surpreendente, até pelo número de fãs que temos por lá.

O Stratovarius lançou recentemente o novo álbum Nemesis, composto de 11 faixas (veja abaixo), com duas bônus (“Fireborn” e “Hunter”). Já a versão japonesa contém uma faixa a mais (“Kill It With Fire”).

1. Abandon
2. Unbreakable
3. Stand My Ground
4. Halcyon Days
5. Fantasy
6. Out Of The Fog
7. Castles In The Air
8. Dragons
9. One Must Fall
10. If The Story Is Over
11. Nemesis
11. Fireborn (bônus)
12. Hunter (bônus)
13. Kill It With Fire (bônus incluso somente no álbum japonês)

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